O.F.N.I.

Em que você acredita? De verdade?

A ocasião pode fazer o ladrão, mas também pode fazer o fotógrafo.

Que tipo de fotógrafo você é? O que busca o que quer ou o que é encontrado pela sorte? Um não desmerece o outro, e ambos podem habitar o mesmo ser. Mas há um momento em um fala mais alto. É bom reconhecer quem está no comando.

 

Pescadores – mongaguá

Estava há um bom tempo sem sair com o objetivo específico de fotografar para o adormecido projeto Pescadores. Mas um convite do Armando Vernaglia Jr pra uns cliques free na plataforma em Mongaguá me deu um “gás” novo pro material.

Também presentes o Fellipe Carneiro e o Ricardo Araki. E isto torna interessante perceber a diferença nas linguagens para explorar o mesmo tema, num mesmo lugar e mesmo momento.

(clique nas fotos para ver mais e maiores)
Quem quiser dar uma apreciada no trabalho dos amigos e notar as várias formas de contar a mesma história, dê um pulinho aqui:
Armando Vernaglia Jr
Fellipe Carneiro
Ricardo Araki 
E minha seleção completa aqui. Clica pra ver, não custa!!
 
 
 

O sentido das coisas

Falsos carinhos, oportunos sentimentos, lembranças ocasionais que deveriam ser constantes, emotividade exagerada, consumismo exagerado, gula desenfreada, desperdícios, catarse religiosa, enfim… A gente acaba estragando a essências das coisas, não é mesmo?

Mas ontem, andando de bicicleta e fazendo uns estudos com uma objetiva bem peculiar, que tem por característica ampliar em demasia o ângulo de visão, me encontrei com essa foto (clique e amplie pra ver melhor):

Esse pessoal, todos no mesmo barco, remando na mesma direção, com gorrinhos de papai noel, me fez pensar que talvez estejamos aqui pra aprender, que só vamos chegar a algum lugar juntos, sem deixar ninguém pra trás. Todos juntos, na mesma remada. Acho que o sentido do Natal é lembrar disso.

 

#photobike2

Tirando o mofo do inverno, tirando a bicicleta do quartinho, lembrando que o corpo também precisa de atenção. Esse sendentarismo mórbido precisa de um tranco. A gente acaba esquecendo que o corpo também faz parte do material de trabalho.

Trabalhar carregando peso, mochilas e bolsas, nem sempre bem desenhadas, de modo correto, se dobrar todo pra buscar o melhor ponto de vista e muitas vezes fazer malabarismos improváveis parece bobagem e moleza pra quem não passou dos trinta e está cheio de elasticidade. Mas se não cuidar, o tempo vai cobrando caro os abusos.

Mas também é preciso aproveitar os recesso (voluntários ou não) pra deixar o sol entrar nas nossas mentes. Muito tempo seguidamente trabalhando para clientes, conduzido pela  necessidade de estar num caminho controlado e previsto para uma demanda comercial, sem pausas para uma criação mais livre e pessoal, acaba por criar ferrugem e a acumular fungos em toda a maneira de se comunicar através de fotografia.

Deixe o sol entrar, pegue uma bike, um skate, um par de tênis, sei lá! Cai na rua!

Se clicar nas fotinhos dá pra ver maior. A luz estava ótima nessa tarde.

 

hard andahead

Tem a ver com enfrentamentos, coragens e superações. Mas hoje eu não estou afins de escrever palavras não. Vai aqui, do jeito que eu acho mais fácil me expressar. Imagens!


A burocracia da vida me impede de sair e fotografar a hora que eu bem entender. Está errado! Quem manda no tal dito cujo ˜momento decisivo˜ é a luz. E luz, não obedece hierarquias, não espera atrasos, não marca hora. A melhor luz é aquela que não avisa, e aparece de repente, só pra quem está de campana, esperando por ela.

Sonho de padaria

Ingredientes

Massa
2 tabletes de fermento biológico (30g)
300 ml de leite morno
750 g de farinha de trigo
1 pitada de sal
120 g de açúcar
120 g de manteiga em temperatura ambiente
3 gemas
2 ovos
1 colher (chá) de raspas de limão
Óleo para fritar
Açúcar para envolver os sonhos

Recheio
70 g de açúcar
20 g de amido de milho
2 ovos
300 ml de leite
1 colher (chá) de essência de baunilha
2 colheres (chá) de açúcar para polvilhar

Massa – Dissolva o fermento em metade  do leite morno. Reserve. Coloque a farinha e o sal sobre uma superficie formando um circulo. No centro desse circulo coloque o açúcar, a manteiga e misturando com a ponta dos dedos acrescente as gemas, os ovos e o fermento dissolvido.
Adicione as raspas de limão e aos poucos junte o restante do leite incorporando a farinha do circulo.
Trabalhe a massa até ficar macia e homogênea. Coloque a massa em uma tigela untada com óleo e cubra com filme plástico. Deixe descansar até dobrar de volume.
Separe a massa em porções de aproximadamente 40 gramas e modele os sonhos. Coloque  em assadeira polvilhada com farinha de trigo e deixe descansar até dobrarem de volume.
Frite os sonhos em óleo não muito quente até que fiquem dourados. Coloque-os sobre papel absorvente.

Recheio – Em uma tigela misture o açúcar e o amido de milho. Adicione os ovos e misture bem acrescentando o leite quente.
Leve ao fogo e sem parar de mexer cozinhe até ferver.
Retire do fogo e acrescente a essência de baunilha. Coloque em uma tigela e polvilhe com açúcar. Deixe esfriar.
Passe os sonhos no açúcar, faça um corte em cada sonho e recheie com creme.

Quando pronto me chame para ver se ficou bom ;-)

ferramenta

profissional. Adj. 2 g. 1. Respeitante ou pertencente a profissão, ou a certa profissão. 2. Que exerce uma atividade por profissão* ou ofício.

*profissão. S. f.3. Atividade ou ocupação especializada, e que supõe determinado preparo. 4. Carreira. 5. Meio de subsistência remunerado resultante do exercício de um trabalho, de um ofício.
(Novo Dicionário da Língua Portuguesa, Folha/Aurélio 1995)

Bem, no popular, profissional é o cara do qual se espera alguma certeza em saber o que está fazendo e diante do qual se calam os palpiteiros. Todos esperam os resultados. Ponto. Ou parênteses, afinal, sabemos que nem sempre é assim. Mas minha definição de profissional é: Aquele que tem o compromisso contratado e remunerado com um resultado. E já dizia meu pai, que na juventude foi operário numa montadora de tratores: “pra fazer direito tem que ter a ferramenta certa.”

E nesse ponto que vou entrar num assunto polêmico, que não deveria ser polêmico se na web todos não levassem as opiniões sempre a pólos tão extremos. Porque é óbvio que equipamento é parte muito importante para a obtenção de resultados. Me preocupa o discurso fechado, definitivo e mal explicado que o bom fotógrafo não depende da qualidade e das propriedades de seu instrumento. Não, não vamos levar a extremos, pois não, o equipamento não faz o fotógrafo, o equipamento sem o devido preparo não executa um trabalho. Sim, uma boa foto pode ter sua origem em qualquer equipamento. Sim, um bom fotógrafo tira leite de pedra.

Mas estou falando daquela cara, que apareceu no começo do texto e que tem compromisso com um resultado. Resultado controlado e específico. Que foi remunerado e que dele se espera um serviço prestado, independente de adversidades ocasionais e surpresas. Algumas vezes dependente do clima, e olhe lá. Do fotógrafo profissional se espera o serviço combinado e como fora combinado. Do fotógrafo profissional não se espera desculpas.

E para atingir resultados previsíveis e previstos, para executar serviços específicos e planejados é necessário o equipamento certo e bom. Não menos e não mais do que o necessário, mas o certo. Qualquer negócio requer investimento estrutural e não estou fazendo nenhum culto aos apelos ridículos de marketing da indústria, tão pouco defendendo aqueles que desfilam um arsenal milionário de utilidade duvidosa, como se isso fosse algum passaporte para a consagração. Mesmo porque, as ferramentas têm que fazer parte do investimento, e investimento pressupõe retorno. Ou seja, há que se adquirir aquilo que se pode transformar em remuneração satisfatória em determinado espaço de tempo. E isso tem lugar certo na planilha de custos da empreitada fotográfica. Estou falando do uso do equipamento correto, posto que são ferramentas, e ferramentas corretas são o veículo da eficiência.

Não é responsável aquele que acha que com o básico pode fazer qualquer coisa. Que com o básico pode executar qualquer serviço.

É muito diferente de quando saímos com uma camera qualquer, um celular ou um setup limitado e, tanto foto como fotógrafo maravilhosamente se encontram. Sem compromisso, apenas se encontram. O bom fotógrafo vai saber aproveitar a oportunidade, e de qualquer equipamento vai obter algum resultado. Mas isso foi brifado? Isso foi contratado? Há um cliente esperando aquele resultado?

Entender realmente o que é de fato necessário leva tempo. Pessoas diferentes se adaptam e sentem necessidade de instrumentos parecidos mas diferentes. Começa-se devagar. E evoluí-se o mais concomitantemente possível com que evoluí-se o trabalho e a exigência da clientela. Avançar além do básico deve ser um processo lento e, principalmente, customizado, em sintonia com a experiência adquirida.

Assunto e argumentação óbvia? Sim, isso parece óbvio em qualquer profissão, não é mesmo? Mas é debate em fotografia. E o é porque fotografia, agrega um ingrediente extra: O fascínio! Tanto fascínio pelo status de fotógrafo (bagh!) quanto a velha e boa auto afirmação através de utensílios importados, caros (os gadgets fotográficos) e a péssima mania de achar que é possível encurtar caminhos com o cartão de crédito internacional. É fato que alguns iniciantes gastam absurdos com o que ainda não sabem usar e que de fato nem o sabem se é realmente útil para suas pretensões. Superdimensionam a estrutura. Claro, tudo isso é um bestial equívoco e tudo tem seu tempo. Assim como é equivocado louvar qualquer foto através da ferramenta usada para adquirí-la. Afinal, você pode fazer uma foto boa com qualquer equipamento, mas não pode fazer qualquer foto com qualquer equipamento. Precisa da ferramenta certa.

 

Um café?

Convite pra um café é irresistível, né não?
Adoro café. O café aroma, o café sabor, o café mental, o café fotográfico.
Água quente, pó moído na hora. Coisas simples, como uma luz simples.

Trabalho para a Cafeteria do Museu, na Bolsa do Café em Santos. Se clicar nas fotos dá pra ver um pouco maior.

Um dos sets clicado com meu celular. Atrás, a esquerda tem mais uma luz, com um “quase snoot” improvisado e gelatina laranja pra esquentar os contornos.