#photobike2

Tirando o mofo do inverno, tirando a bicicleta do quartinho, lembrando que o corpo também precisa de atenção. Esse sendentarismo mórbido precisa de um tranco. A gente acaba esquecendo que o corpo também faz parte do material de trabalho.

Trabalhar carregando peso, mochilas e bolsas, nem sempre bem desenhadas, de modo correto, se dobrar todo pra buscar o melhor ponto de vista e muitas vezes fazer malabarismos improváveis parece bobagem e moleza pra quem não passou dos trinta e está cheio de elasticidade. Mas se não cuidar, o tempo vai cobrando caro os abusos.

Mas também é preciso aproveitar os recesso (voluntários ou não) pra deixar o sol entrar nas nossas mentes. Muito tempo seguidamente trabalhando para clientes, conduzido pela  necessidade de estar num caminho controlado e previsto para uma demanda comercial, sem pausas para uma criação mais livre e pessoal, acaba por criar ferrugem e a acumular fungos em toda a maneira de se comunicar através de fotografia.

Deixe o sol entrar, pegue uma bike, um skate, um par de tênis, sei lá! Cai na rua!

Se clicar nas fotinhos dá pra ver maior. A luz estava ótima nessa tarde.

 

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Luz dura e equipamento barato


Faz tempo que eu estava precisando de sol. Sol pra fotografar e desenhar com as sombras. Mas hoje, quando o sol resolveu dar o “ar da sua graça força máxima”, me perdi na preguiça dominical e deixei a boa luz das primeiras horas da manhã escapar. Então entre uma caminhada na praia e sair para umas fotos sob luz dura, optei pelos dois. Então peguei um kit “qualquer parada” (uma D70s velhinha, uma 50mm 1.8 baratinha), enfiei numa mochila pequena e fui pra praia como qualquer banhista para fazer a caminhada pela faixa de areia (hábito pra lá de santista).

É muito difícil ser invisível numa praia. As pessoas, na grande maioria das vezes, não querem ser clicadas tão à vontade. E uma DSLR é barulhenta e chama muita atenção. Um cara tímido como eu, apanha. Mas o grande barato de uma normal fixa é que você tem que sair da zona de conforto. Compor com ela não é tão fácil quanto com uma Grande Angular e, tão pouco se achata planos quanto numa tele, que, por sinal, seria muito conveniente num ambiente cheio de gente, com a possibilidade de enquadrar as pessoas sem que estas percebam. Você tem que estar perto o suficiente para ser notado e distante o suficiente para organizar tudo no ecran (lembrando que a D70s é uma APSc, com crop de x1.6). Sendo fixa, o zoom fica nas suas pernas e em algumas jogadinhas do corpo. É sempre um bom treino. Teles e zoom formam fotógrafos preguiçosos. Têm sua funcionalidade e importância, mas para os que estão começando, recomendo objetivas fixas, normais, de preferência.

Se quiser ver mais algumas de hoje, clica aqui!